Vivemos em uma sociedade que adora nomes, categorias e definições. Desde cedo, aprendemos a nos reconhecer por aquilo que fazemos, pelo que temos ou pela forma como os outros nos veem: “a responsável da família”, “o filho mais quieto”, “a profissional dedicada”, “a amiga que resolve tudo”, “a forte”, “a sensível demais”. Os rótulos parecem ajudar — organizam o mundo, facilitam relações, criam expectativas. Mas também podem aprisionar. A pergunta é: quem somos quando ninguém