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Identidade: quem sou eu além dos rótulos que me colocaram?

  • ivanizoia
  • há 19 horas
  • 2 min de leitura

Vivemos em uma sociedade que adora nomes, categorias e definições. Desde cedo, aprendemos a nos reconhecer por aquilo que fazemos, pelo que temos ou pela forma como os outros nos veem: “a responsável da família”, “o filho mais quieto”, “a profissional dedicada”, “a amiga que resolve tudo”, “a forte”, “a sensível demais”. Os rótulos parecem ajudar — organizam o mundo, facilitam relações, criam expectativas. Mas também podem aprisionar.


A pergunta é: quem somos quando ninguém está olhando? Quando os papéis se silenciam, o que sobra?


Um rótulo pode até apontar uma direção, mas nunca captura a totalidade do que somos. Chamar alguém de “ansioso”, “indeciso” ou “perfeccionista”, por exemplo, descreve apenas uma parte da experiência — e geralmente uma parte que veio de fora, do olhar do outro.

Rótulos são simplificações. Ajudam momentaneamente, mas não dão conta da complexidade da vida interior. Quando acreditamos neles como verdades absolutas, criamos identidades rígidas e limitadas.


Quando os rótulos viram prisões silenciosas


A repetição constante de uma narrativa pode começar a moldar comportamentos e até escolhas.Alguém rotulado como “forte” pode sentir que não tem permissão para pedir ajuda.

Quem é visto como “cuidador” pode acreditar que seu valor está apenas em servir.

Com o tempo, esses papéis podem sufocar outras partes da identidade que também merecem existir.


Identidade é processo, não conclusão


Ao contrário do que muitos pensam, identidade não é algo que se descobre de uma vez, não é um destino, é um caminho.

Somos feitos de camadas: experiências, sonhos, dores, escolhas, valores, afetos, e essas camadas mudam, crescem, racham, se recompõem.

Reconhecer a própria identidade implica observar o movimento, é permitir-se ser e também deixar de ser o que já não faz mais sentido.


Quando fazemos a pergunta quem sou eu? abrimos espaços para o autoconheciimento a partir de si e não mais do olhar do outro.

A psicoterapia é uma ferramenta muito util no processo de autoconhecimento, se permita SER.



 
 
 

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